A essência da educação financeira

A essência da Educação Financeira eira

Você deve estar pensando, como assim ‘essência da educação financeira’? Educação financeira não seria apenas o ato de aprender a lidar com as suas finanças? A resposta é sim, mas o letramento financeiro é um pouco diferente e muito mais profundo. Ele tem grandes questões sociais envolvidas que vamos discorrer ao longo deste artigo.

A maioria das pessoas começam a aprender sobre finanças dentro de casa, e não necessariamente de maneira positiva, já que 71,4% dos brasileiros estão endividados de acordo com Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic). Trazendo mais alguns dados, o Ibope revelou que 42% das pessoas tiveram letramento financeiro com seus pais e 37% não falam sobre sua situação financeira com parceiros.

A essência vem da família

“Geralmente o início da educação financeira é observando os nossos pais, eu me recordo do meu pai me dizendo para nunca atrasar minhas contas e isso passou a ser um lema”, comenta Alexandre Damasceno, coordenador de Educação Financeira da Amazônia e voluntário multiplicador da Multiplicando Sonhos.

Os pais de Alexandre usaram uma técnica indicada para a educação financeira de crianças e jovens que é a mesada, sendo um mecanismo que estimula a impor limites de quanto se tem e de quanto se pode gastar. “Com 11 anos eu recebi minha primeira mesada e aquele dinheiro valia para o mês. Minha família sempre me incentivou a guardar e foi o que fiz. Aos 12 anos conquistei minha primeira letra de câmbio”, explica o coordenador.

O caminhar da educação financeira no Brasil

Para além de aprender a lidar com as finanças, a educação financeira possibilita a melhora da qualidade de vida, com planejamento é possível desfrutar das necessidades básicas e aproveitar alguns prazeres da vida. Bem, essa é a teoria porque a realidade no Brasil caminha de outra maneira.

Cerca de 27 milhões de brasileiros (12,8%) vivem abaixo da linha da pobreza, aponta levantamento feito pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). É nesse ponto que entra a reflexão de como introduzir o conceito de lidar com as finanças, quando não se tem o mínimo.

“Um dia passei uma dinâmica em aula para as crianças desenharem como era a vida delas dentro de casa. Um garoto havia desenhado uma casa com uma criança dentro e uma pessoa do lado de fora, ele me revelou que passava o dia cuidando do irmão e a vizinha apenas o observava em alguns momentos, ou seja, era uma criança cuidando de outra criança”, elucida Alexandre com a voz embargada.

É com esse episódio que o professor traz a essência da educação financeira na vida das pessoas, é muito além de se ganhar dinheiro e sim levar cidadania para a vida dos brasileiros.

Grupo de Educação Financeira na Amazônia (GEFAM) e a Multiplicando Sonhos

Damasceno é um dos idealizadores do GEFAM (e parceiro da Multiplicando Sonhos), o projeto leva educação financeira com cursos e palestras para mais de 1000 pessoas por ano na Amazônia. O grupo surgiu em 2014 e possui ações executadas nas áreas de educação, atendimento, estudos e pesquisas.

Em breve, esse projeto ganhará ainda mais força, assim que a Multiplicando Sonhos (MS) desembarcar na Amazônia, um estado mais distantes a partir de São Paulo, berço da instituição.

Alexandre também faz parte do grupo de expansão da MS, que conta com multiplicadores em várias cidades do país para garantir que até 2030 a instituição esteja em todo o território nacional. Ele é responsável por fazer a gestão e propagação do programa educacional tal como é feito em São Paulo, é como se fosse uma franquia da MS para a transformação de vidas por meio da educação financeira.

Para conhecer melhor o projeto GEFAM acesse o  link.

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Leia também: Como a cultura do endividamento impacta a vida financeira dos brasileiros

Colaboração: Ana Marsiglia (Instagram: @anamarsiglia)

Andréa Tavares é diretora de Comunicação e Marketing e membro do Conselho Científico da Multiplicando Sonhos. É entusiasta da Psicologia Econômica e acredita na transformação por meio da Educação Financeira.

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